Recentemente dois casos de racismos chamaram
minha atenção um de âmbito regional e outro internacional, um na faculdade e
outro no campo de futebol. Fatos lamentáveis
para uma sociedade desenvolvida da qual vivemos. Mesmo assim, o preconceito
existe isto é fato, mas não podemos aceitá-los, e sim fazer um trabalho conscientização
para amenizar esta agressão ao outro. E este trabalho não começa pelo outro, este
trabalho começa por nos mesmos. A luta deve ser contra o preconceito de todo
tipo e não somente o racial. As mídias fazem chacota de casos como Richarlyson
ou o polêmico beijo de Emerson Sheik, de certo porque o futebol é esporte de “macho”,
por outro lado esfrega em nossas caras um moralismo contra o preconceito que elas
não têm. Portanto, penso que não é só o racismo que deve ser combatido no
futebol, esportes e afins. O que deve ser repudiado é toda e qualquer forma de
preconceito seja ele racial, sexual, religioso ou social. A mídia e famosos são
oportunistas e gostam de fazer muito oba oba, quando uma luta poderia ser mais
abrangente e significativa dentro de uma sociedade cheia de preconceitos. O
mesmo serve para os alunos de universidades que esbanjam mensagens cheias de
preconceito no banheiro de conotação racial, social, sexual e religiosa. Afinal
quem está livre de todo preconceito que atire a primeira pedra. Mas quando
terminar de ler isto vai me questionar: então você é contra o racismo? E
respondo: sou contra a todo tipo de preconceito, e tenho a consciência de que
possuo alguns, a diferença é que tento amenizá-los. sábado, 3 de maio de 2014
Manifesto da “banana”
Recentemente dois casos de racismos chamaram
minha atenção um de âmbito regional e outro internacional, um na faculdade e
outro no campo de futebol. Fatos lamentáveis
para uma sociedade desenvolvida da qual vivemos. Mesmo assim, o preconceito
existe isto é fato, mas não podemos aceitá-los, e sim fazer um trabalho conscientização
para amenizar esta agressão ao outro. E este trabalho não começa pelo outro, este
trabalho começa por nos mesmos. A luta deve ser contra o preconceito de todo
tipo e não somente o racial. As mídias fazem chacota de casos como Richarlyson
ou o polêmico beijo de Emerson Sheik, de certo porque o futebol é esporte de “macho”,
por outro lado esfrega em nossas caras um moralismo contra o preconceito que elas
não têm. Portanto, penso que não é só o racismo que deve ser combatido no
futebol, esportes e afins. O que deve ser repudiado é toda e qualquer forma de
preconceito seja ele racial, sexual, religioso ou social. A mídia e famosos são
oportunistas e gostam de fazer muito oba oba, quando uma luta poderia ser mais
abrangente e significativa dentro de uma sociedade cheia de preconceitos. O
mesmo serve para os alunos de universidades que esbanjam mensagens cheias de
preconceito no banheiro de conotação racial, social, sexual e religiosa. Afinal
quem está livre de todo preconceito que atire a primeira pedra. Mas quando
terminar de ler isto vai me questionar: então você é contra o racismo? E
respondo: sou contra a todo tipo de preconceito, e tenho a consciência de que
possuo alguns, a diferença é que tento amenizá-los. sábado, 22 de fevereiro de 2014
Acomodado
Dentro duma
bolha
Vivo e
crio o imaginário.
Alimento-me
e respiro
Solidão.
Esta que me
angustia
E me
cerca
De todos
os lados,
Ilhado numa
imensidão.
Calado no
mundo retrógrado,
Em que o
sentindo,
Não faz
mais sentido
Porque se
perdeu na escuridão.
De qualquer
forma persisto
Em viver trancado
no escuro,
Pois, neste
sofrimento
Vivo e Sobrevivo
Por
acomodação.
terça-feira, 22 de outubro de 2013
ZAZ
Uma cantora francesa
vem “perturbando” meus dias. O vício é tão grande que chego dormir e acordar com
Isabelle Geffroy, ou melhor, Zaz cantarolando em meus aparelhos eletrônicos. Ela
goza de fama principalmente na Europa desde seu primeiro single "Je
veux" lançado em 2010, do qual compõe o álbum “ZAZ” de mesmo ano. Em 2013
ela volta à ativa com “Recto Verso” com catorze musicas, e mais três bonus track. O primeiro single
trabalhado foi “On ira”, logo em seguida ela lançou “Comme ci, comme ça” e o
seu mais recentemente a bela música “Si”. A essências de suas letras refecem a
críticas sociais, amorosas e auto-reflexivas, e a qualidade sonora de seus
arranjos somados a sua voz e interpretação ora doce, ora dramática justifica
este meu vício de escutar sempre ou quase sempre Zaz.
A Canção de Aquiles
A escritora americana Madeline
Miller frequentou a Universidade de Brown, na qual obteve seu bacharelado e
mestrado em latim e grego antigo. Ela também estudou na Universidade do Comitê
de Chicago em Pensamento Social, e na Escola de Artes Dramáticas de Yale, em
que se concentrou na adaptação de textos clássicos a formas modernas. Não é de
se espantar que seu primeiro romance “A Canção de Aquiles”, configurou na lista
de best-sellers do New York Times e foi traduzindo para
mais de vinte idiomas. O livro também foi o vencedor Orange Prize 2012, além da indicação no Stonewall na categoria melhor escritor do ano.
O livro “A Canção de
Aquiles”, é composto por trinta e três capítulos, incluindo no final da obra um
glossário de personagens totalizando 390 páginas de um mergulho na história
grega enraizada na Ilíada de Homero. A versão em português da obra foi
publicada pela Editora Jangada, na qual o tradutor é Gilson César Cardoso de
Sousa.
Nesta narrativa acompanhamos
o personagem Pátroclo que é um príncipe exilado pelo próprio pai. Ele era desdenhado
pela maioria das pessoas, e em seu exilio Fítia constrói uma um sentimento que
vai além de uma grande amizade. Eis que surge o imponente e ainda adolescente
Aquiles, admirado por sua beleza e força, proferido como o maior guerreiro da
Grécia.
Uma amizade que
incomoda Tétis (ninfa marinha), mãe de Aquiles, pois, seu grande temor é que o
envolvimento dele com o exilado deturpassem a glória e fama revelada na profecia.
Mesmo com várias investidas de Tétis para separa-los a amizade se estreitava cada
vez mais, construindo laços íntimos entre dois homens.
Até que surge uma
guerra, uma das mais famosas da mitologia grega. A Guerra de Tróia vem como uma
estamparia deste romance, para agregar ainda mais novos conflitos internos e
externos das personagens. É a tão esperada guerra que dará a Aquiles a glória e
fama, mas também trará uma grande perda, e consequentemente sua própria morte, após
seu duelo com o maior guerreiro de Tróia, Heitor.
Um momento épico da
mitologia grega é a Guerra de Tróia e o duelo entre Heitor e Aquiles. Então
pensei: mais um livro sobre a guerra entre gregos e troianos. Só que estava
enganado, pois, esta narrativa desenvolveu nos bastidores gregos, do que a
guerra em si. A Canção de Aquiles mostra o outro lado do guerreiro, um lado
culto e sensível. Miller escreve de uma forma envolvente repleta de referência da
obra de Homero e ao mesmo tempo chocante exatamente pela construção dos
personagens principais e o envolvimento íntimo deles. Por fim, é uma leitura fácil e
prazerosa.
sábado, 7 de setembro de 2013
Admito
Amo-te como nunca amei
ninguém.
Ainda que se tenha passado
Muitos anos,
Revelo-te,
Te amo.
Entretanto, não te
tenho.
No desespero busco em
outros
Encontra-te,
Não te encontro.
Ainda te amo.
Reprimir-me deste
sentimento
É negar meu desejo
De te querer,
Sabendo
Que não me quer.
Vou movendo,
Em um fingimento
Bloqueando anseios,
Respirando
sofrimentos,
Negando possibilidades.
Admito
Que te amo,
Mesmo ciente
Que não me ama.
Amo-te como nunca
amei ninguém.
sexta-feira, 30 de agosto de 2013
Miss Emerald
Seria possível mesclar
Pop com Mambo e Jazz? A holandesa Caro Emerald provou que sim! Com seu visual
retro, bem como sua sonoridade viciante que envolve uma voz doce e com muita
personalidade. Sua jornada na carreira musical começou com um convite sem
grandes pretensões para gravar "Back It Up". A música combinava pop e
jazz somando ao tempero latino, e alcançou o top 20. O estilo retro permaneceu
no seu primeiro álbum "Deleted Scenes From the Cutting Room Floor"
impulsionando o single "A Night Like This" nos primeiros lugares da
parada europeia e configurando Caro Emerald com uma sonoridade única e de
extremo bom gosto. O seu segundo e mais recente trabalho “The Shocking Miss
Emerald” mantém sua linha de sucesso com 14 faixas, das quais podemos conferir
“One Day”, “Tangled Up” que tem uma leve sonoridade de tango e virou o primeiro
single deste trabalho, “Completely” que particularmente é a minha preferida, “Liquid
Lunch” o segundo single, “Excuse My French” e “My 2 Cents”. Podemos notar em
algumas letras presença da ironia, além de uma carga de melodrama do amor e do
universo feminino, mas sem cair no marasmo convencional do universo pop atual. O
álbum em seu todo é muito bom, vale a pena escutar e colocar no repeat.
sábado, 24 de agosto de 2013
Cordel
O sabiá do sertão
Faz coisa que me comove
Passa três meses cantando
E sem cantar passa nove
Como que se preparando
Pra só cantar quando chove.
(Biu Gomes)
segunda-feira, 19 de agosto de 2013
"Será que o que vou dizer é uma loucura?"
A Editora Gente recentemente
lançou o selo Única que promete provocar experiências com histórias que
emocionam e cativam o leitor. Um dos primeiros livros a ser lançando é Garota,
interrompida do qual o título original é Girl,
interrupted de Susanna Kaysen. Este livro ficou amplamente conhecido depois
de sua adaptação para o cinema 1999 que tinha em seu elenco atrizes de peso
como Winona Ryder, Vanessa Redgrave, Whoopi Goldberg e a Angelina Jolie que lhe
rendeu o Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante. Mas voltando para o livro que chama
sua atenção por sua capa rosa fluorescente, podemos inferir somado ao seu
título, uma obra direcionada para o público feminino, só que estas aparências nos
enganam. O livro de 190 páginas é dividido em tópicos que se rementem a
lembranças de Kaysen durante seu período de internação. Podemos tirar o
primeiro fato interessante que compõem a obra, uma jovem de 18 anos é internada
e publica suas recordações em forma de livro. Por ser organizada em tópicos a
obra ganha ritmo e intensidade facilitando a leitura sem deixar-nos cair no
tédio. Outro ponto interessante é a personalidade de cada uma das personagens,
que ora nos faz crer que realmente são “loucas”, ora fingem serem “loucas” para
se protegerem. A autora em sua narrativa descreve suas vivencias no Hospital
McLean da qual foi internada voluntariamente após uma tentativa de suicídio.
Durante sua internação conheceu outras jovens de sua idade e a partir daí suas
histórias ganham momentos de surtos e graça mostrando o um lado “humano” da
loucura. A visão de uma paciente sobre um hospital psiquiátrico desde seus
pacientes e suas estruturas até seus funcionários (médicos, enfermeiros),
torna-se uma narrativa viciante. O livro também cita pensadores como Freud, e
pintores como Fragonard, Rembrandt e Vermeer, e uma passagem muito interessante
intitulada “mente x cérebro” em que a autora explica brevemente o processo biológico
do funcionamento cerebral. Por fim, quando terminei a fascinante viagem de
Garota, interrompida uma frase me veio na mente, “quando um louco parece
completamente lúcido é o momento de colocar-le a camisa de força” Edgar Allan
Poe e encerro com este gênio minha reflexão sobre este intrigante livro.
terça-feira, 23 de julho de 2013
The Help
O filme Histórias Cruzadas (The
Help) mostra a rotina americana de patroas e empregadas. Esta distinção fica
bem definida entra as raças e consequentemente o preconceito racial americano.
Ambientado na década de 60, no estado do Mississippi, acompanhamos as histórias
das personagens como a futilidade e o falso moralismo das patroas, em contra
partida o tratamento muitas vezes humilhante que sofriam as empregadas. Poderia
retratar esta relação apenas com um desnível social entre as classes, mas o preconceito
racial sobressai nestas diferenças desencadeando conflitos, tristezas e alegrias.
As histórias entrelaçam quando uma jovem recém-formada arruma um emprego no
jornal local, mas seu grande sonho era virar uma escritora. Então surge a ideia
de escrever um livro sobre a relação patroa/empregada, mas sobre a visão das
empregadas. A missão torna-se difícil, pois temendo perseguições e o desemprego
as mulheres negras se recusavam a contar suas histórias, até que Aibileen
(Viola Davis) resolveu contar a sua e devido às outras decorrências Minny
(Octavia Spencer) passou a contar a sua também, que alias rouba as cenas com
seu temperamento, protagonizando muitas cenas cômicas com a sua nova patroa Celia
Foote (Jessica Chastain). Um filme emocionante e chocante para refletir sobre a
visão humana em relação ao outro independente da posição social e raça.
sábado, 20 de julho de 2013
Dia do Amigo
O dia do amigo pode ser
Um dia,
Uma semana,
Um mês,
Um ano,
Um punhado de anos.
Tenho como amigos
Os que falam e hablam;
Os distantes e os próximos;
Os diários,
Os semanais,
Os mensais,
Os anuais
E os constantes.
Mesmo assim,
Tenho poucos amigos.
Amigos "humanizados",
Que erram;
Que acertam;
Que machucam;
Que trazem felicidades;
Que trazem tristezas;
Que criticam;
Que elogiam;
Que não são perfeitos
E ainda bem que não são.
Porque seriam muito chatos se fossem.
segunda-feira, 8 de julho de 2013
Decepção
O gosto açucarado dos meus desejos
Amargaram com seus ensejos.
O choro contido de mais uma decepção,
Inundou meu espírito em desolação.
O sentimentalismo deturpado
Infestou-me como um fardo.
Amargando meu ser,
Inundando em minha tristeza
Infestado de um vazio.
quinta-feira, 20 de junho de 2013
Bruja Mala?
O novo trabalho de Mala Rodríguez
intitulado “Bruja” foi lançado nesta semana, mas precisamente no dia 18 de
junho na Espanha. Mala em suas entrevistas justifica o título de seu novo trabalho, para
ela Bruxa é “uma mulher livre e sábia”, e complementa “é como me sinto”. A associação de bruxa como algum ruim pode-se
justificar preceitos cultivados na Idade Média, em que as mulheres “livres” e
sábias eram acusadas de praticas de bruxaria e condenadas a morte. Uma visão
que sustentamos até hoje, com a significação “negativa” que essa palavra traz
desde esta época. Já a cantora espanhola afirma “todas as bruxas são boas”. O álbum
segue conceitos sustentados em trabalhos anteriores enaltecendo o feminismo,
críticas sociais e a liberdade. Divididos em 13 faixas, das quais algumas vêm
circulando pela internet nos últimos tempos como “Hazme Eso”, “La Rata”, “Caja
de Madera” e a “Quién Manda”. Certamente Bruja vem para superar o sucesso de “Dirty
Bailarina” e expandir ainda mais sua carreira musical pelo mundo. O seu
primeiro single a ganhar videoclipe é “33”, em que Mala tem uma performance agressiva
bem condizente com a letra desta música, que aborda questões da fé, educação e comportamento
dos seres humanos.
domingo, 2 de junho de 2013
De quanta terra precisa o homem?
Um conto do grande escritor russo
Liev Tolstói, no qual recria uma narrativa de um homem ganancioso que tem como
objetivo possuir mais terras. Um ponto interessante é o espaço que este conto
abre para discussões entre a vida no campo e na cidade, ambas com suas vantagens
e desvantagens. A parir daí eis que surge o pensamento "Se eu tivesse
muita terra, não temeria nem mesmo o próprio diabo", e o próprio demo
instiga este desejo de sempre querer mais. Seria o diabo uma representação
deste capitalismo desenfreado que todos nos possuímos? Seria uma critica aos
valores do homem? Certamente podemos fazer uma alusão ao consumo de massa que vivenciamos
no modelo capitalista, nos conduzindo numa reflexão de até que ponto vale
cultivar nossa ganância para obter, ter, o poder, o dinheiro? Tolstói demonstra
que o custo pode ser alto de mais, como o desfecho desta narrativa. As ilustrações
De quanta terra precisa o homem? fica por conta do chileno Cárcamo, que retratou
com perfeição os camponeses russos do século XIX, dando mais um bom motivo para
embarcar nesta narrativa do qual tem o título questionador, em busca de uma
resposta surpreendente.
sábado, 1 de junho de 2013
MAMA
Para quem já se impressionou com
o belo Labirinto do Fauno e o Não tenha Medo do Escuro, ambas com a mão de Guillermo
del Toro entre outros sucessos deste cineasta mexicano, pode traçar vários pontos
em comum, como por exemplo a figura da criança que estas narrativas desenvolvem. Mama que demonstra algumas cenas “clichês”
ao mesmo tempo tenta mostra-las sob uma nova ótica, nem sempre original, mas
certamente impactante. O filme trabalha com a estrutura familiar, mais focado na
relação mãe e filha. Uma sucessão de fatos que vão abalando e reestruturando
estes laços, aflorando sentimentos que até então eram praticamente inexistentes,
ou desconhecidos pelas personagens. A ‘maldade’ dos homens, perdas, ciúmes,
mortes e um trabalho com o lúdico tenebroso chamam a atenção para este filme
tanto na sua narrativa, quanto nos efeitos visuais característicos nos
produções de d’Toro. Outro importante destaque foi a excelente atuação das
meninas Isabelle Nelisse (Lily) e Morgan McGarry (Victoria), além da atriz Jessica
Chastain (Annabel) que dispensa qualquer comentário. Quem assina a direção e o
roteiro de Mama é Andres Muschietti que foi no baseado em seu próprio curta. A
trilha sonora ficou para o encargo do espanhol Fernando Velázquez que realizou um
trabalho impecável e de extremo bom gosto. Por fim, Mama é um filme que vale a
pena ver por toda competência que Guillermo del Toro vem mostrando no decorrer
de sua carreira.
sexta-feira, 19 de abril de 2013
O Dia do Índio
O índio brasileiro antes de tudo
é um cidadão brasileiro, mesmo contendo na sua história uma série de injustiças,
perseguições e mortes causadas em grande parte pelos nossos colonizadores, ainda
é um cidadão. E como este deve obter direito e deveres, bem como os outros
brasileiros (brancos, negros, amarelos). O Dia do Índio, portanto deve ser
celebrado pela história e cultura do próprio e relembrando que ele tem o direto
garantido pela constituição, mas e seus deveres? Não podemos trata-lo como um
artigo de museu preservando sua cultura e fechando os olhos para seus crimes. O
índio deve ser respeitado, bem como todos os nascidos neste país. Ele deve ter sua
cultura preservada, bem como os nortistas, sulistas, caipiras e etc. Deve ser
julgado, bem como todos os outros brasileiros que cometem furtos, assassinatos
entre outros crimes. Devemos respeitar os indígenas não somente por serem determinados
assim, mas por integrar uma parte de nossa cultura e nossa nação. O índio é
brasileiro como você, como eu e deve ser julgado como tal somos.
sábado, 30 de março de 2013
Exclusivo!
Domino
Saints é uma dupla de Pop/Urbano de San Juan, Puerto Rico formada em 2007 por Giselle
Ojeda e David Leal. Lançaram seu primeiro trabalho em 2009 em que a música "Buenos
Días San Juan" virou hit em Puerto Rico e nos Estados Unidos. O duo que
mescla o hip hop, dancehall um reggae “mais acelerado”, com sons eletrônicos,
sem deixar de lado as raízes latinas do caribe, associado a um visual excêntrico e com boas melodias. Em 2012 voltaram na ativa com o
single "Malas Mañas" e recentemente com o single “Exclusivo” é
praticamente um convite para dançar, e que tem tudo para fazer sucesso inclusive
em solo brasileiro, se não fosse a restrita abertura das novas tendências musicais latinas,
bem como os artistas latinos como estes dois porto-riquenhos.
sexta-feira, 29 de março de 2013
A história da ninfa Eco
Eco falava e inventava muito,
causando uma grande irritação na deusa Hera (esposa de Zeus) que a
condenou. O castigo consistia em apenas
repetir os últimos sons que escutava. Deste modo ela não mentiria mais, pois só
poderia reproduzir o final da fala dos outros. Certo dia Eco saiu para caçar,
quando deparou com Narciso, neste momento a ninfa apaixona-se perdidamente por
ele. Mas devido o castigo de Hera a ninfa só poderia falar depois dele e por
reflexão do som. Narciso perdido na mata começou a chamar por algum de seus
companheiros, com a esperança de obter alguma resposta. Esta que veio pela
ninfa Eco, mas não encontrando ninguém ao seu redor ele tornou a gritar “então
juntemo-nos”, ela muito contente repetiu “juntemo-nos” e apareceu. Desapontado
por não ser um de seus companheiros Narciso questionou a ninfa “pensa que eu te
amo?”. Eco desapontada foi obrigada a repetir “eu te amo” e fugiu desesperada.
A partir daí foi-se definhando em tristeza até ficar pele e osso. Ciente deste ocorrido
Zeus interveio transformando-a em pedra, para que assim sua voz permanecesse no
mundo reproduzindo as ultimas notas, pois o som dá de encontro com um obstáculo
e volta para trás gerando o “eco”, que tem esse nome exatamente por causa da
ninfa Eco.
Referência bibliográfica:
LOBATO, Monteiro. Os doze
trabalhos de Hércules. 2ª Ed. São Paulo: Globo, 2011.
quarta-feira, 27 de março de 2013
Sidrato e o Homem do além - da saga de um assassino
Em Sidrato e o Homem do Além: dasaga de um assassino, João Evangelista nos traz um contexto bastante amplo
quando se trata de fenômenos sobrenaturais. A primeira criação literária do
autor compõe entre as novidades da Editora Baraúna. Distribuídas em 24 páginas, acompanhamos
Sidrato em busca de respostas diante da morte de seu pai. Um ocorrido que se
torna uma missão de honra para ele. Em contra partida, o causador de tanto
sofrimento levado pela culpa, refugia-se no seu próprio mundo vivendo de penitência
em busca do perdão divino, mas Sidrato quer vingança. O amor pelo seu pai torna
o encontro com o assassino uma situação bastante complexa exigindo um
equilíbrio emocional. Uma emoção que transcende as barreiras do infinito, vão além
da imaginação para alcançar espaços perdidos nos valores familiares, sendo que
esses são essenciais para uma boa convivência. E é nesta envolvente narrativa
que o autor pretende nos conduzir para a imaginação e refletir sobre os laços
familiares existentes.
terça-feira, 26 de março de 2013
Doente de Amor
A doença invadiu o corpo inflamando de dor e horror
O pus que expele o mau cheiro de uma alma pecaminosa
Que aventura-se em reverter um irreversível quadro.
Uma obra que se desfigura com o decorrer do tempo,
Condenada a pagar mais pelos erros do que pelos acertos,
Na tentativa de aquietar o passado, para não estragar-se o
futuro.
Mas o corpo está terrivelmente adoentado,
Inflamações explodem sem tréguas em todas as partes,
De tal forma que fica inviável evitar o fedor exalado.
A doença instalada no coração se alastrou.
Invadiu o corpo expondo a vulnerabilidade,
De um ser que execrado pela falta do seu amor.
sexta-feira, 15 de março de 2013
Kisses Down Low
Kelly Rowland irá lançar seu
quarto trabalho solo intitulado “Talk a Good Game”. Apesar de não ter uma data confirmada a
cantora já havia dado uma prévia do que vem por aí com o videoclipe “Ice” com
a participação do rapper Lil Wayne no final de 2012. Recentemente lançou mais
um single deste álbum a música “Kisses Down Low”, com uma letra provocante, bem como um vídeo
em que a cantora abusa dos visuais lembrando vagamente outras cantoras como Nicki
Minaj, Beyonce, Tony Braxton, Mary J. Blige entre outras. Poderia até ser uma
homenagem ou referência a "Year Of The Woman“, que inicialmente intitulava
esse álbum. O novo videoclipe mantém a linha sexy do anterior “Ice” e segue bem fiel ao Rhythm and Blues
(R&B), ritmo que a consagrou no grupo Destiny’s Child. A cantora depois de passar
pelo pop e sons mais agitados em parcerias de Dj’s como David Guetta em
trabalhos anteriores, regressa as origens do R&B gerando uma grande
expectativa para os apreciadores deste gênero. Acredito que o grande desafio de
Kelly Rowland é sair da “sombra” do grupo e consagrar-se realmente como uma
cantora solo, assim como fez sua parceira de grupo Beyonce. Potência vocal e
ritmo ela já vem mostrando que possuí então o que falta?
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