terça-feira, 23 de julho de 2013

The Help

       O filme Histórias Cruzadas (The Help) mostra a rotina americana de patroas e empregadas. Esta distinção fica bem definida entra as raças e consequentemente o preconceito racial americano. Ambientado na década de 60, no estado do Mississippi, acompanhamos as histórias das personagens como a futilidade e o falso moralismo das patroas, em contra partida o tratamento muitas vezes humilhante que sofriam as empregadas. Poderia retratar esta relação apenas com um desnível social entre as classes, mas o preconceito racial sobressai nestas diferenças desencadeando conflitos, tristezas e alegrias. As histórias entrelaçam quando uma jovem recém-formada arruma um emprego no jornal local, mas seu grande sonho era virar uma escritora. Então surge a ideia de escrever um livro sobre a relação patroa/empregada, mas sobre a visão das empregadas. A missão torna-se difícil, pois temendo perseguições e o desemprego as mulheres negras se recusavam a contar suas histórias, até que Aibileen (Viola Davis) resolveu contar a sua e devido às outras decorrências Minny (Octavia Spencer) passou a contar a sua também, que alias rouba as cenas com seu temperamento, protagonizando muitas cenas cômicas com a sua nova patroa Celia Foote (Jessica Chastain). Um filme emocionante e chocante para refletir sobre a visão humana em relação ao outro independente da posição social e raça. 

sábado, 20 de julho de 2013

Dia do Amigo

O dia do amigo pode ser
Um dia, 
Uma semana, 
Um mês, 
Um ano, 
Um punhado de anos. 

Tenho como amigos 
Os que falam e hablam; 
Os distantes e os próximos; 
Os diários, 
Os semanais, 
Os mensais, 
Os anuais 
E os constantes. 
Mesmo assim, 
Tenho poucos amigos. 

Amigos "humanizados", 
Que erram; 
Que acertam; 
Que machucam; 
Que trazem felicidades; 
Que trazem tristezas; 
Que criticam; 
Que elogiam; 
Que não são perfeitos 
E ainda bem que não são.
Porque seriam muito chatos se fossem.

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Decepção

O gosto açucarado dos meus desejos
Amargaram com seus ensejos.

O choro contido de mais uma decepção,
Inundou meu espírito em desolação.

O sentimentalismo deturpado
Infestou-me como um fardo.

Amargando meu ser,
Inundando em minha tristeza

Infestado de um vazio. 

quinta-feira, 20 de junho de 2013

Bruja Mala?


O novo trabalho de Mala Rodríguez intitulado “Bruja” foi lançado nesta semana, mas precisamente no dia 18 de junho na Espanha. Mala em suas entrevistas justifica o título de seu novo trabalho, para ela Bruxa é “uma mulher livre e sábia”, e complementa “é como me sinto”.  A associação de bruxa como algum ruim pode-se justificar preceitos cultivados na Idade Média, em que as mulheres “livres” e sábias eram acusadas de praticas de bruxaria e condenadas a morte. Uma visão que sustentamos até hoje, com a significação “negativa” que essa palavra traz desde esta época. Já a cantora espanhola afirma “todas as bruxas são boas”. O álbum segue conceitos sustentados em trabalhos anteriores enaltecendo o feminismo, críticas sociais e a liberdade. Divididos em 13 faixas, das quais algumas vêm circulando pela internet nos últimos tempos como “Hazme Eso”, “La Rata”, “Caja de Madera” e a “Quién Manda”. Certamente Bruja vem para superar o sucesso de “Dirty Bailarina” e expandir ainda mais sua carreira musical pelo mundo. O seu primeiro single a ganhar videoclipe é “33”, em que Mala tem uma performance agressiva bem condizente com a letra desta música, que aborda questões da fé, educação e comportamento dos seres humanos.


domingo, 2 de junho de 2013

De quanta terra precisa o homem?

Um conto do grande escritor russo Liev Tolstói, no qual recria uma narrativa de um homem ganancioso que tem como objetivo possuir mais terras. Um ponto interessante é o espaço que este conto abre para discussões entre a vida no campo e na cidade, ambas com suas vantagens e desvantagens. A parir daí eis que surge o pensamento "Se eu tivesse muita terra, não temeria nem mesmo o próprio diabo", e o próprio demo instiga este desejo de sempre querer mais. Seria o diabo uma representação deste capitalismo desenfreado que todos nos possuímos? Seria uma critica aos valores do homem? Certamente podemos fazer uma alusão ao consumo de massa que vivenciamos no modelo capitalista, nos conduzindo numa reflexão de até que ponto vale cultivar nossa ganância para obter, ter, o poder, o dinheiro? Tolstói demonstra que o custo pode ser alto de mais, como o desfecho desta narrativa. As ilustrações De quanta terra precisa o homem? fica por conta do chileno Cárcamo, que retratou com perfeição os camponeses russos do século XIX, dando mais um bom motivo para embarcar nesta narrativa do qual tem o título questionador, em busca de uma resposta surpreendente. 

sábado, 1 de junho de 2013

MAMA

      Para quem já se impressionou com o belo Labirinto do Fauno e o Não tenha Medo do Escuro, ambas com a mão de Guillermo del Toro entre outros sucessos deste cineasta mexicano, pode traçar vários pontos em comum, como por exemplo a figura da criança que estas narrativas desenvolvem.  Mama que demonstra algumas cenas “clichês” ao mesmo tempo tenta mostra-las sob uma nova ótica, nem sempre original, mas certamente impactante. O filme trabalha com a estrutura familiar, mais focado na relação mãe e filha. Uma sucessão de fatos que vão abalando e reestruturando estes laços, aflorando sentimentos que até então eram praticamente inexistentes, ou desconhecidos pelas personagens. A ‘maldade’ dos homens, perdas, ciúmes, mortes e um trabalho com o lúdico tenebroso chamam a atenção para este filme tanto na sua narrativa, quanto nos efeitos visuais característicos nos produções de d’Toro. Outro importante destaque foi a excelente atuação das meninas Isabelle Nelisse (Lily) e Morgan McGarry (Victoria), além da atriz Jessica Chastain (Annabel) que dispensa qualquer comentário. Quem assina a direção e o roteiro de Mama é Andres Muschietti que foi no baseado em seu próprio curta. A trilha sonora ficou para o encargo do espanhol Fernando Velázquez que realizou um trabalho impecável e de extremo bom gosto. Por fim, Mama é um filme que vale a pena ver por toda competência que Guillermo del Toro vem mostrando no decorrer de sua carreira. 

sexta-feira, 19 de abril de 2013

O Dia do Índio


       O índio brasileiro antes de tudo é um cidadão brasileiro, mesmo contendo na sua história uma série de injustiças, perseguições e mortes causadas em grande parte pelos nossos colonizadores, ainda é um cidadão. E como este deve obter direito e deveres, bem como os outros brasileiros (brancos, negros, amarelos). O Dia do Índio, portanto deve ser celebrado pela história e cultura do próprio e relembrando que ele tem o direto garantido pela constituição, mas e seus deveres? Não podemos trata-lo como um artigo de museu preservando sua cultura e fechando os olhos para seus crimes. O índio deve ser respeitado, bem como todos os nascidos neste país. Ele deve ter sua cultura preservada, bem como os nortistas, sulistas, caipiras e etc. Deve ser julgado, bem como todos os outros brasileiros que cometem furtos, assassinatos entre outros crimes. Devemos respeitar os indígenas não somente por serem determinados assim, mas por integrar uma parte de nossa cultura e nossa nação. O índio é brasileiro como você, como eu e deve ser julgado como tal somos.