O filme Histórias Cruzadas (The
Help) mostra a rotina americana de patroas e empregadas. Esta distinção fica
bem definida entra as raças e consequentemente o preconceito racial americano.
Ambientado na década de 60, no estado do Mississippi, acompanhamos as histórias
das personagens como a futilidade e o falso moralismo das patroas, em contra
partida o tratamento muitas vezes humilhante que sofriam as empregadas. Poderia
retratar esta relação apenas com um desnível social entre as classes, mas o preconceito
racial sobressai nestas diferenças desencadeando conflitos, tristezas e alegrias.
As histórias entrelaçam quando uma jovem recém-formada arruma um emprego no
jornal local, mas seu grande sonho era virar uma escritora. Então surge a ideia
de escrever um livro sobre a relação patroa/empregada, mas sobre a visão das
empregadas. A missão torna-se difícil, pois temendo perseguições e o desemprego
as mulheres negras se recusavam a contar suas histórias, até que Aibileen
(Viola Davis) resolveu contar a sua e devido às outras decorrências Minny
(Octavia Spencer) passou a contar a sua também, que alias rouba as cenas com
seu temperamento, protagonizando muitas cenas cômicas com a sua nova patroa Celia
Foote (Jessica Chastain). Um filme emocionante e chocante para refletir sobre a
visão humana em relação ao outro independente da posição social e raça.
terça-feira, 23 de julho de 2013
sábado, 20 de julho de 2013
Dia do Amigo
O dia do amigo pode ser
Um dia,
Uma semana,
Um mês,
Um ano,
Um punhado de anos.
Tenho como amigos
Os que falam e hablam;
Os distantes e os próximos;
Os diários,
Os semanais,
Os mensais,
Os anuais
E os constantes.
Mesmo assim,
Tenho poucos amigos.
Amigos "humanizados",
Que erram;
Que acertam;
Que machucam;
Que trazem felicidades;
Que trazem tristezas;
Que criticam;
Que elogiam;
Que não são perfeitos
E ainda bem que não são.
Porque seriam muito chatos se fossem.
segunda-feira, 8 de julho de 2013
Decepção
O gosto açucarado dos meus desejos
Amargaram com seus ensejos.
O choro contido de mais uma decepção,
Inundou meu espírito em desolação.
O sentimentalismo deturpado
Infestou-me como um fardo.
Amargando meu ser,
Inundando em minha tristeza
Infestado de um vazio.
quinta-feira, 20 de junho de 2013
Bruja Mala?
O novo trabalho de Mala Rodríguez
intitulado “Bruja” foi lançado nesta semana, mas precisamente no dia 18 de
junho na Espanha. Mala em suas entrevistas justifica o título de seu novo trabalho, para
ela Bruxa é “uma mulher livre e sábia”, e complementa “é como me sinto”. A associação de bruxa como algum ruim pode-se
justificar preceitos cultivados na Idade Média, em que as mulheres “livres” e
sábias eram acusadas de praticas de bruxaria e condenadas a morte. Uma visão
que sustentamos até hoje, com a significação “negativa” que essa palavra traz
desde esta época. Já a cantora espanhola afirma “todas as bruxas são boas”. O álbum
segue conceitos sustentados em trabalhos anteriores enaltecendo o feminismo,
críticas sociais e a liberdade. Divididos em 13 faixas, das quais algumas vêm
circulando pela internet nos últimos tempos como “Hazme Eso”, “La Rata”, “Caja
de Madera” e a “Quién Manda”. Certamente Bruja vem para superar o sucesso de “Dirty
Bailarina” e expandir ainda mais sua carreira musical pelo mundo. O seu
primeiro single a ganhar videoclipe é “33”, em que Mala tem uma performance agressiva
bem condizente com a letra desta música, que aborda questões da fé, educação e comportamento
dos seres humanos.
domingo, 2 de junho de 2013
De quanta terra precisa o homem?
Um conto do grande escritor russo
Liev Tolstói, no qual recria uma narrativa de um homem ganancioso que tem como
objetivo possuir mais terras. Um ponto interessante é o espaço que este conto
abre para discussões entre a vida no campo e na cidade, ambas com suas vantagens
e desvantagens. A parir daí eis que surge o pensamento "Se eu tivesse
muita terra, não temeria nem mesmo o próprio diabo", e o próprio demo
instiga este desejo de sempre querer mais. Seria o diabo uma representação
deste capitalismo desenfreado que todos nos possuímos? Seria uma critica aos
valores do homem? Certamente podemos fazer uma alusão ao consumo de massa que vivenciamos
no modelo capitalista, nos conduzindo numa reflexão de até que ponto vale
cultivar nossa ganância para obter, ter, o poder, o dinheiro? Tolstói demonstra
que o custo pode ser alto de mais, como o desfecho desta narrativa. As ilustrações
De quanta terra precisa o homem? fica por conta do chileno Cárcamo, que retratou
com perfeição os camponeses russos do século XIX, dando mais um bom motivo para
embarcar nesta narrativa do qual tem o título questionador, em busca de uma
resposta surpreendente.
sábado, 1 de junho de 2013
MAMA
Para quem já se impressionou com
o belo Labirinto do Fauno e o Não tenha Medo do Escuro, ambas com a mão de Guillermo
del Toro entre outros sucessos deste cineasta mexicano, pode traçar vários pontos
em comum, como por exemplo a figura da criança que estas narrativas desenvolvem. Mama que demonstra algumas cenas “clichês”
ao mesmo tempo tenta mostra-las sob uma nova ótica, nem sempre original, mas
certamente impactante. O filme trabalha com a estrutura familiar, mais focado na
relação mãe e filha. Uma sucessão de fatos que vão abalando e reestruturando
estes laços, aflorando sentimentos que até então eram praticamente inexistentes,
ou desconhecidos pelas personagens. A ‘maldade’ dos homens, perdas, ciúmes,
mortes e um trabalho com o lúdico tenebroso chamam a atenção para este filme
tanto na sua narrativa, quanto nos efeitos visuais característicos nos
produções de d’Toro. Outro importante destaque foi a excelente atuação das
meninas Isabelle Nelisse (Lily) e Morgan McGarry (Victoria), além da atriz Jessica
Chastain (Annabel) que dispensa qualquer comentário. Quem assina a direção e o
roteiro de Mama é Andres Muschietti que foi no baseado em seu próprio curta. A
trilha sonora ficou para o encargo do espanhol Fernando Velázquez que realizou um
trabalho impecável e de extremo bom gosto. Por fim, Mama é um filme que vale a
pena ver por toda competência que Guillermo del Toro vem mostrando no decorrer
de sua carreira.
sexta-feira, 19 de abril de 2013
O Dia do Índio
O índio brasileiro antes de tudo
é um cidadão brasileiro, mesmo contendo na sua história uma série de injustiças,
perseguições e mortes causadas em grande parte pelos nossos colonizadores, ainda
é um cidadão. E como este deve obter direito e deveres, bem como os outros
brasileiros (brancos, negros, amarelos). O Dia do Índio, portanto deve ser
celebrado pela história e cultura do próprio e relembrando que ele tem o direto
garantido pela constituição, mas e seus deveres? Não podemos trata-lo como um
artigo de museu preservando sua cultura e fechando os olhos para seus crimes. O
índio deve ser respeitado, bem como todos os nascidos neste país. Ele deve ter sua
cultura preservada, bem como os nortistas, sulistas, caipiras e etc. Deve ser
julgado, bem como todos os outros brasileiros que cometem furtos, assassinatos
entre outros crimes. Devemos respeitar os indígenas não somente por serem determinados
assim, mas por integrar uma parte de nossa cultura e nossa nação. O índio é
brasileiro como você, como eu e deve ser julgado como tal somos.
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