Marcas Indeléveis de Ahtange conta a história de Esther,
uma mulher sem muitos luxos de vida difícil que por várias tentativas bateu na
porta do amor que permanecia fechada. Um sentimentalismo profundo mostrando que
qualquer rejeição partindo do outro pode destruir ou deixar marcas profundas. Abordando
temas com amor, ódio, sexo, traição, violência doméstica, culpa e redenção, o
livro tem com a proposta uma dose de realismo mostrando que a vida não é como
um conto de fadas e nem uma novela com um final feliz depois de um longo
período de sofrimento. Ester é a representação do amor não correspondido e dos
afetos negados que todos nos já sentimos na pele em um determinado momento,
sendo que para alguns estes sentimentos jamais serão curados.
sexta-feira, 16 de março de 2012
terça-feira, 13 de março de 2012
O Voo da Estirpe
O voo da Estirpe é mais
um de tantos outros livros que trata da questão do amor. O que o torna
diferente então? Nada muito diferente do que sentimos ou pensamos sobre, mas
este é o ponto forte do livro a identificação com os sentimentos e
questionamentos de Clarice a principal personagem desta narrativa. Impulsiva,
racional e sonhadora nos faz refletir o que é o amor e questionar sobre a sua
veracidade. O seu amor dá-se as caras e com o nome de Klaus, portador de um segredo
e uma doença terminal acompanha ela em toda sua trajetória mostrando-a o
verdadeiro sentindo de amar. Este que só leva Clarice a refletir com o
surgimento de uma prostituta formando um “triângulo amoroso” e fazendo com que
sentimentos afloram dentro de seu ser.
“Até onde se chega em
nome do amor?”
A narrativa com nuances
de aventura, suspense, intrigas, intimidades só vem contribuir a carda de
dramaticidade deste livro, por ser baseada em fatos retalhados da vida real, promete
mexer com emoções e reflexões sobre nossos sentimentos, pois, as personagens
foram inspiradas em pessoas reais, dada à riqueza de comportamentos. Um convite
para entrar na mente e na vida de Clarice compartilhando de sua insatisfação
com a solidão, nas buscas por repostas e descobrindo na convivência com Klaus o
verdadeiro amor.
“Quando eu amar através
das escolhas feitas pelo coração, talvez tenha tempo de sorrir”.
Um livro que fala da
vida como é, do ser humano por dentro e por fora, da hipocrisia que cega e
mente e do amor em sua vasta significação. Assim poderia resumir este
envolvente livro, O Voo da Estirpe – Volume I, da autora Adriana Vargas de
Aguiar.
A autora Adriana Vargas
de Aguiar (desde pequena incentivada pelos pais na leitura passou a escrever
contos infantis e aos treze anos escreveu seu primeiro romance. No ano de 2000,
entrou para a academia de Direito pela Universidade UCDB, uma das alunas mais
aplicadas do curso. Apaixonada por leitura filosófica, as obras que mais lhe
chamaram a atenção foram de Platão, Hanna Arend e Friedrich Nietzsche. Com participação e
menções honrosas em vários concursos literários, acredita neste caminho para a
escalada dificultosa em um país o qual a leitura é um desafio. Fundadora e
coordenadora do movimento – Clube dos Novos Autores. Luta arduamente ao lado de
30 novos autores pelo espaço de seus livros nas estantes brasileiras.sexta-feira, 9 de março de 2012
Loucura
S
o M
A A f a
c A N E c A r l T
a p S N T o t a p i é E o P T
b a o E ã V o i E e b a m f s d N a e
o g i s o e d t s r o g e i c E a o r N m F i m
u o l c j a e c n u o n c u t i N a ã
u i u o u o u t o r e t ã o
d r r o o r e o
ã o o n
o o
quinta-feira, 8 de março de 2012
Coração Roubado
Alguém me olhou logo quando
passei.
Na mesma rua, no
mesmo horário de sempre.
Seus olhos me comiam
vivo
Podia sentir logo
quando passei na sua frente.
Despido pelo olhar
que me secava
Ate dobrar a próxima
quadra fui em frente.
Sem olhar para trás
meus pensamentos corroíam
A vontade de olhar era
grande, mas sou persistente.
Decido a andar mais
rápido com se tivesse fugindo
Logo virei à quadra e
segui meu destino.
Os olhos ainda me
acompanhavam estavam próximos
Ate que uma mão veio
de encontro com meu obro.
Desconfiado com
receio virei bem devagar.
Era tarde demais
aquele olhar acabou de me assaltar
Quando me perguntaram
o que havia levado
Com o peito sangrado
não quis discorrer.
Com dores e aos
prantos só conseguir responder
Aqueles olhos levaram
minha vontade de viver.
quarta-feira, 7 de março de 2012
O Barulho

Tic, tac, tic, tac, tic, tac o barulho era constante.
Nada se escutava a não ser aquele barulho irritante do relógio antigo de moldura dourada
que estava na sala de jantar. Não suportando mais levantou e com apenas um
golpe no relógio tudo acabou. A proteção de vidro desmanchou no seu punho. Um
sutil estalido foi de encontro com chão deixando rastros de sangue na sua mão
direita. Na sequência de seu ataque de fúria pisoteou até ter a certeza de que
não seria mais incomodado.
O silêncio reinou pleno, com a destruição daquele
objeto insuportável regressou para meu leito. Ao repousar seu corpo escutou
algo, não pode ser o relógio o barulho é diferente, tum tum... tum tum...tum tum...de
onde será que esta vindo este som. Desejava o silêncio, precisava de silêncio, sem
ele não conseguiria descansar. Precisava dar um fim neste barulho. Procurando
em todos os lugares sem nem um sucesso e exausto sentou numa cadeira de mogno
com forro de cetim bordô gasto e rasgado com o tempo.
O barulho tinha mudado,
estava acelerado. Foi quando notou que o som saía de dentro do seu corpo. Bruscamente
se dirigiu para a cristaleira na busca de algo pontiagudo para perfurar seu
corpo e acabar com este som insuportável. Transtornado e com as mãos tremulas segurou
o perfurador de gelo e contra o peito começo a se perfurar. Furava seu peito
como se estivesse quebrando um bloco de gelo. Com a carne perfurada o barulho
parecia estar mais intenso, o sangue escorria pelo seu corpo, no chão já
formava uma poça. Em três severos golpes atingiu o coração. Finalmente o
silêncio voltou, sua expressão de felicidade foi a ultima coisa que vira
refletida no espelho da antiga cristaleira. Deitado no chão envolto de um lago de
sangue finalmente o tempo parou, a dor passou e encontrou a paz que tanto
desejava.
terça-feira, 6 de março de 2012
Brincadeira do Amor
O amor bateu em minha porta
E eu abri.
Senhores e senhoras eis meu coração,
Senhores e senhoras tudo era submissão
E foi-se pela rua.
O amor bateu de novo em minha porta
E eu abri
Senhores e senhoras eis um novo coração,
Senhores e senhoras tudo era ilusão
E foi-se pela rua.
O amor bateu insistente em minha porta
E eu abri.
Senhores e senhoras eis o insistente coração,
Senhores e senhoras não tem solução
E foi-se pela rua.
O amor bateu em minha porta
E eu não abri.
Senhores e senhoras eis o coração,
Senhores e senhoras levem o daqui
E o queimem na
próxima rua.
sexta-feira, 2 de março de 2012
A Mulher de Preto
Daniel Radcliffe interpreta Arthur
Kipps em A Mulher de Preto, um jovem advogado viúvo vai para uma pequena cidade
inglesa com o propósito de buscar uma documentação de um falecido cliente. Neste
povoado ele enfrenta hostilidade dos moradores, em não quer sua permanência no
local, além de estranhar o comportamento dos pais para com seus filhos. Os
estranhos acontecimentos, a presença da mulher de preto na casa em que
pretendia pegar as documentações, intriga-o e faz com que sua permanência prolongue
a fim de descobrir que mistério cerca este lugar. A história se desenrola em
meio a fantasmas, coincidências, mortes e vingança, dando uma carga de suspense
e até alguns sustos. Radcliffe tem uma boa atuação, mas ainda paira a sobra de
Harry Potter sobre ele, sem outros grandes destaques o filme não chega a ser um
terror, mas vale a pena conferir.
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